Brincar de roda
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar... Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar... Essa música todo mundo sabe, mas fala a verdade: brincar de roda hoje em dia ficou meio assim-assim, não ficou? Pois a gente acha que brincar de roda é muito legal. Tudo é bacana: formar aquele círculo, todo mundo de mãos dadas, fazer uma coreografia que casa direitinho com a canção... Essas coisas não podem acabar nunca! Muita gente pensa isso, tanto que não é difícil achar CDs com canções de roda, por exemplo, e nas escolas também, o pessoal manda ver, estimula. Faça a sua parte. Ensine as suas cantigas pra seu filho e não deixe morrer essas coisas simples, que fazem a infância ser infância e a gente repetir com os filhos o que fizemos com nossos pais. Assim, a vida tem sentido! Em Ciranda cirandinha a graça é que, quando a música chega na última quadra, uma das crianças deve entrar na roda e, como diz a música, declamar um verso bem bonito. “Essa brincadeira propicia a união, pois não tem primeiro, não tem último, ninguém fica na frente ou atrás do outro, todos são iguais e se vêem iguais”, diz a educadora Maria Ângela Barbato, filha de Luiz e Rosina, coordenadora do Núcelo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar da PUCSP. Precisa falar mais alguma coisa?
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